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Esse artigo é destinado a quem está começando a se aventurar pelo mundo do varejo online. Quando você decide montar sua loja virtual, precisa analisar vários aspectos. Por exemplo: servidor, plataforma, gateway de pagamento… Entre outras inúmeras ferramentas indispensáveis para fazer seu site funcionar.

Então, antes de tudo, aí vai um conselho: não analise elas separadamente. Ou seja, não escolha a plataforma e posteriormente o gateway de pagamento (ou outra ferramenta). Você pode correr o risco das soluções não se conversarem e ter de escolher outras opções devido à falta de integração entre elas. Ao invés disso, analise um pacote de soluções e posteriormente feche o contrato com todas. Isso vai lhe evitar dor de cabeça futuramente.

Voltando ao tema do artigo…

Após já ter valido seu MVP (é o acrônimo para Minimum Viable Product) mas que na prática significa a validação inicial do projeto, verificar se no papel a ideia dá certo, para realmente colocar em prática, essa etapa é muito importante para evitar erros ou esquecimentos que possam gerar um gargalo em seu negócio. ex: você tem um excelente produto cosmético importado, e já fez um pedido para o fabricante, ao chegar no Brasil verificou-se a necessidade de regulamentação da ANVISA, algo que não foi verificado. Essa análise passa por todos os vieses: comercial, financeiro, tributário, jurídico, compras, procedimentos internos, etc. Após essa etapa provavelmente você já terá uma expectativa de quantidade de pedidos médio inicial no seu site. O mesmo vale para a expectativa de pedidos para médio e longo prazo. Se ainda não o tem, faça imediatamente pode-se contratar uma consultoria especializada ou verificar na literatura como fazer, deixo como sugestão o livro Nada easy do Tallis Gomes, explica como fazer na prática um MVP. Afinal, ficará muito mais fácil fazer essa conta com esses dados.

Por que é importante fazer essas contas?

Sempre quando se fala em varejo, muitos dizem que a briga é por centavos. Se for o seu caso, o custo financeiro de comprar no seu site pode ser um diferencial na margem de contribuição do seu produto. O custo com o pagamento em geral deve representar até 4 ou 5% do custo do produto para você ser lucrativo e competitivo. Se você estiver pagando mais por isso é melhor rever seu projeto.
Então ai vai o X da questão. Gateways de pagamento mais simples oferecem serviços unificados. Ou seja, recebem os pagamentos (gateway), transacionam eles como se fossem um banco (adquirente) e fazem também a antifraude da sua transação. Esses gateways provavelmente cobram mais caro pela solução, mas talvez você precise deles.

Como assim?

Gateways mais complexos e com mais tecnologia fazem apenas o serviço de recebimento do pagamento. Então, você precisará de um banco (adquirente) e negociar essa taxa com ele (em percentual). Também precisará de um sistema de antifraude. Será ainda outra empresa e você pode negociar a transação por percentual do pedido ou valores fixos por transação. Por exemplo: R$1,50 ou R$1,30 por transação.

Compare o seguinte: o que chamamos aqui de gateways simples cobram percentuais fixos, e apenas isso. Já soluções completas cobram valores em reais fixo por transação. Porém, exigem um volume mínimo de transação, e se isso não ocorrer vocês pagarão o mínimo mensal do contrato — que pode variar bastante dependendo da negociação. O mesmo se dá com o antifraude.

E é essa conta que você deve fazer. Avalie a quantidade de transações que você terá em um mês e rateie pelo valor mínimo do contrato estipulado pelo gateway — e também pelo antifraude. Notará que, se tiver pouco volume, valerá a pena de início ir para uma solução simples que cobra por percentual.

Por exemplo: como dissemos antes, o custo dessa transação não deve ser maior que 4 ou 5%. Portanto, em um produto onde o tíquete médio é, digamos, R$ 250,00, por um gateway mais simples pagará algo em torno de R$ 12,50. Já em um gateway mais complexo, tendo 30 vendas por mês, o valor sobre transação vai para R$ 18,45. Ou seja, 47% a mais por transação. Bastante, concorda?
O que influenciará e muito nessa conta é o tíquete médio do seu produto, a quantidade de vendas inicial e a expectativa de volume ao longo do tempo.

Nesse caso, não existe solução boa ou ruim. Existe sim o momento em que seu comércio eletrônico se encontra e o ramp-up que deseja.
Muitas vezes, ser competitivo está nos detalhes: não faça ”conta de padeiro’’. Afinal, você ou o consumidor irão pagar por isso!

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