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O Covid-19 é uma doença infecciosa causada pelo mais recente vírus da família Coronavírus descoberto. O surto teve início na China e se espalhou para outros 159 países, tornando-se uma pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde. Com o crescente número de infectados no Brasil, a população recebeu a orientação de realizar quarentena por tempo indeterminado para conter a transmissão em massa do vírus. Neste cenário, empresas e pessoas precisaram adaptar sua rotina e sua forma de consumo. Nesta página, vamos atualizar constantemente com dados e notícias do setor para que marcas e e-commerces possam se manter bem informados e mantendo a saúde de seus negócios.

Sintomas do coronavírus

De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente relacionados à respiração, sendo similar a um resfriado. A diferença é que, em casos mais graves da doença, pode causar pneumonias.

Os principais sintomas identificados até o momento são:
Febre
Tosse
Dificuldade para respirar

Como o Covid-19 é transmitido

A propagação do coronavírus no Brasil e no mundo acontece quando existe o contato próximo com uma pessoa infectada. Por isso, o isolamento social e a quarentena está sendo incentivada no país. As formas mais comuns de adquirir o vírus é:

Gotículas de saliva;
Espirro;
Tosse;
Catarro;
Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como evitar o coronavírus

O Ministério da Saúde divulgou algumas ações básicas para conter a contaminação em massa do Covid-19.

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool volume 70.
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
– Evitar contato próximo com pessoas doentes.
– Ficar em casa quando estiver doente.
– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Grupo de risco do coronavírus

De acordo com uma divulgação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicada no portal G1, idosos, diabéticos, hipertensos e pessoas com doenças de insuficiência cardíaca, renal ou respiratória crônica estão no grupo de risco e podem ter consequências mais graves ao contrair o vírus.

O impacto do coronavírus no varejo brasileiro

De acordo com um estudo publicado pela Cielo, o vírus impactou diretamente no faturamento de alguns setores. O panorama apresenta queda de -3,8% em vendas na primeira semana e -6% na segunda, quando comparado aos meses de fevereiro e março.

De acordo com a Ipsos, alguns segmentos tiveram aumento de procura:

Produtos médicos – cuidados com a saúde, produtos de prevenção de epidemias
Alimentação – arroz, farinha, grãos, óleo, temperos, alimentos frescos, loja de conveniência
Serviços online – educação e entretenimento
Bebidas – laticínios e vinhos

Outras categorias de produtos tiveram queda nas vendas:

Produtos infantis
Produtos PET
Produtos de higiene pessoal (beleza e cuidados pessoais)
Turismo
Eletrônicos
Produtos de Luxo
Serviços financeiros
Produtos e serviços de beleza
Atividades presenciais (offline)
Esportes
Vestuário

O impacto no Varejo Físico

As lojas físicas foram as que mais sofreram com a pandemia no Brasil, já que a população recebeu a orientação de ficar isolado em casa e diversas lojas tiveram seus horários de atendimento reduzidos ou encerrados.

– Queda de no fluxo de pessoas nas lojas devido às recomendações de segurança globais
– Varejistas como Nike e Apple e fecham lojas físicas para reduzir riscos para funcionários e clientes
– Starbucks e diversas outras lojas passam a operar no modelo “Grab and Go” ao invés de “Sip and Stay”,
– Demandas por novos formatos de entrega, sem contato pessoal, em varejistas que continuaram abertos
– Delivery’s ganham popularidade para entregas próximas e lojas se adaptam para este formato.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Nielsen, o varejo offline teve uma grande procura de produtos relacionados à limpeza, alcançando 20% de aumento nas vendas em relação à semana de 23/2 a 1/3. Os produtos com maiores buscas foram: álcool em gel (+623%), filtros de ar (+100%), álcool (+85%), produtos de limpeza em geral (+58%) e sabão líquido (+33%). Em relação ao faturamento, estima-se um aumento de 66% nas categorias auditadas pela Nielsen.

O e-commerce como alternativa para atender a população

Com grandes lojas e shoppings fechados ou reduzindo seu horário de atendimento, as compras via internet ganharam força. Os e-commerces brasileiros estão aumentando seus estoques para suprir a alta demanda do mercado e também estão realizando diversas campanhas e ações com descontos para ajudar os consumidores a manterem a vida normal e consumir seus produtos de uso diário mesmo diante a crise.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), desde a última quinta-feira (12), alguns supermercados online chegaram a registrar um aumento de mais de 180% em transações nas categorias Alimentos e Bebidas e Beleza e Saúde.

“Caso o fechamento de centros de distribuição aconteça, as lojas virtuais e os supermercados online terão que operar em regime de emergência, fazendo entregas somente de bens de consumo de primeira necessidade, paralisando diversas categorias”, disse Maurício Salvador, diretor da ABCOMM em notícia publicada no portal.

Cresce o número de novos consumidores digitais

Uma pesquisa realizada pela Ebit | Nielsen, constatou que, logo após a divulgação do primeiro episódio de coronavírus no Brasil, o número de novos consumidores online cresceu consideravelmente.

O que esperar do e-commerce nos próximos meses?

A Covid-19 é a quinta pandemia que acontece no mundo, sendo as anteriores a Gripe Suína (2009), Gripe de Hong Kong (1968-1969), Gripe Asiática (1957) e a Gripe Espanhola (1918-1919). Baseado nos aprendizados colhidos nas outras doenças virais, a Nielsen divulgou um estudo que traz seis etapas-chave sobre o comportamento do consumidor e padrões de consumo.

Compreender este cenário e as etapas que a população vai passar durante a pandemia proporciona que os negócios preparem-se para enfrentar o período e tenham a possibilidade de criar meios alternativos e sustentáveis para alcançar o consumidor, mantendo a lucratividade.

Como a Driven está cuidando dos seus colaboradores?

A Driven.cx, assim que diante da pandemia, buscou alternativas para promover a saúde e segurança dos nossos colaboradores. Abaixo o comunicado oficial do nosso diretor de People & Culture, Felipe Denaro.

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A Driven.CX, em meio a pandemia do Coronavírus, abraçou a medida de contenção de disseminação da doença COVID-19 e adotou o home office para todos os funcionários. Nosso People & Culture Director, Felipe Vianna, dá mais detalhes neste vídeo de como está a operação.

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