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Em junho de 2020, uma pesquisa realizada pela Mastercard, revelou que 75% dos brasileiros gostariam de fazer pagamentos em tempo real, independentemente do provedor, e 53% gostariam de realizar esse tipo de pagamento usando aplicativos de mensagens ou redes sociais.

Ainda segundo o estudo, 55% dos entrevistados esperam que todas as transações financeiras sejam realizadas instantaneamente até 2030.

Podemos concluir a partir desses dados, que devido a essa mudança de hábitos do consumidor, a qual muitas pessoas que não adotavam o meio digital passaram a adotar, toda a sua jornada de compra foi atingida, inclusive os meios de pagamento.

Pagamentos em tempo real são realmente uma tendência para os próximos anos. É o futuro que já está acontecendo.

Mas, de acordo com o relatório anual da FIS, fornecedora de soluções de tecnologia para pagamentos em tempo real, essa tendência já vem acontecendo há um certo tempo.

Em 2014 já existiam cerca de 14 países que adotaram esse método de pagamento, hoje são cerca de 56 países.

Fica claro que esse crescimento já vinha acontecendo, já era uma tendência a se olhar, e devido a pandemia do Covid-19 esse crescimento que deveria acontecer em cerca de 5 anos, passou a acontecer em poucos meses.

Qual é o cenário no mundo?

Segundo a mesma pesquisa realizada pela FIS, seis países viram um aumento de duas vezes ou mais no número de pagamentos em tempo real processados em 2019:

– Bahrein – 657%

– Gana – 488%

– Filipinas – 309%

– Austrália – 214%

– Índia – 213%

– Polônia – 208%

Ao mesmo tempo, quatro países viram um aumento de duas vezes ou mais no valor das transações de pagamento em tempo real:

– Filipinas – 482%

– Bahrein – 311%

– Austrália – 231%

– Gana – 222%

A Índia permanece como líder em pagamentos em tempo real, processando 41 milhões de transações por dia. A Coreia do Sul registrou o maior número de transações em tempo real per capita, com 75 operações por cidadão por ano processadas por meio do sistema HOFINET.

Nos Estados Unidos, mais de 130 instituições financeiras estão implementando pagamentos em tempo real, um aumento de cinco vezes desde setembro de 2019.

Mais da metade (56%) de todos os provedores de serviços de pagamentos europeus aderiram à rede pan-europeia SEPA Credit Transfer Instant Payments, que leva pagamentos transfronteiriços e instantâneos a 20 países.

Desde 2019, Vietnã e Hungria lançaram redes de pagamentos em tempo real, elevando o número total de países com sistemas do tipo para 56.

Fonte: Computer World.

E no Brasil?

No final de 2020, foi implementado nacionalmente o PIX, um meio de pagamento e transferências instantâneas desenvolvido pelo Banco Central (BC).

O PIX atraiu os olhares de muita gente por possibilitar o envio e o recebimento de transações entre diferentes bancos sete dias por semana, 24 horas por dia, de forma on-line, e claro, como falamos durante todo este artigo, de uma forma rápida e prática (a transação pode ocorrer em até 10 segundos).

“Além de aumentar a velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e recebidos, tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado; baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes; promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população”, diz o BC.

Qual o impacto do PIX no e-commerce brasileiro?

Para o e-commerce e os novos hábitos dos consumidores o PIX caiu como uma luva. É uma solução muito mais prática e rápida do que boleto bancário e cartão de crédito.

Além de se tornar uma solução muito mais inclusiva para aqueles que não possuem cartão de crédito ou fácil acesso a serviços bancários físicos.

O PIX traz inúmeros benefícios para o e-commerce, como diminuição de custos, otimização do fluxo de caixa, a abertura de um novo público, diminuição dos casos de reserva de estoque ocasionada por boletos, rapidez no check out, entre outros.

Esse novo meio de pagamento é mais uma forma de transformar a experiência do usuário dentro do e-commerce brasileiro, sendo uma forma de pagamento mais facilitada, sem atritos na experiência da jornada de compra do consumidor, diminuindo o caminho percorrido até a tela final de check out, facilitando a compra onde o consumidor estiver, por meio de qualquer dispositivo.

Afinal, a experiência do usuário é o futuro. E o futuro já está acontecendo!

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Jonas Risovas Sarah Lucena 30 outubro 2020
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